Política

Lula confirma Alckmin como vice e prevê saída de ministros para disputar eleições

Vice-presidente deixará ministério para concorrer; pelo menos 18 integrantes do governo devem se desincompatibilizar até o prazo legal

Escrito por Redação
31 de março de 2026
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31) que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice na chapa que disputará a reeleição. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, que também marcou o anúncio da saída de integrantes do governo interessados em concorrer nas eleições deste ano.

Para disputar o pleito, Alckmin terá de deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), que atualmente comanda. “O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula.

Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer precisam se afastar até seis meses antes da eleição, prazo que neste ano termina em 4 de abril. A regra busca evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral e garantir igualdade entre candidatos. A exigência não se aplica apenas aos cargos de presidente e vice-presidente.

Segundo Lula, pelo menos 14 ministros deixarão seus cargos imediatamente, e outros quatro devem anunciar a saída nos próximos dias. O presidente afirmou que pretende minimizar impactos administrativos, priorizando a substituição por secretários-executivos para garantir continuidade das políticas públicas.

Um exemplo citado foi o Ministério da Fazenda. Com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo, o então secretário-executivo Dario Durigan assumiu a pasta e já participou de compromissos oficiais ao lado do presidente.

Nem todas as substituições, porém, seguirão esse modelo. Em alguns casos, Lula poderá indicar novos nomes fora da estrutura atual dos ministérios.

Entre os ministros que devem deixar o governo estão Fernando Haddad (PT), da Fazenda; Renan Filho (MDB), dos Transportes; Rui Costa (PT), da Casa Civil; Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais; Simone Tebet (PSB), do Planejamento; Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente; André Fufuca (PP), do Esporte; Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura; Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional; Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos; Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário; Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial; Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas; e Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos.

Outros integrantes do governo também avaliam deixar os cargos, entre eles Camilo Santana (PT), da Educação; Márcio França (PSB), do Empreendedorismo; Wolney Queiroz (PDT), da Previdência; Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia; Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia; e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social, que deve atuar na campanha eleitoral no segundo semestre.

Com as mudanças, o governo inicia uma reorganização na Esplanada dos Ministérios para acomodar as substituições e manter a gestão em funcionamento durante o período eleitoral.

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