A sessão desta terça-feira (31/3), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que marcou a transmissão de cargo do prefeito David Almeida (Avante) ao vice Renato Junior (Avante), ocorreu sob forte tensionamento político e sem a presença de parte dos vereadores de oposição, que boicotaram o ato em protesto. A cerimônia, que formalizou a saída do chefe do Executivo municipal, já havia sido alvo de críticas públicas quanto à realização no plenário da Casa.
Durante o evento, David Almeida afirmou estar grato pelo momento e disse que Renato Jr. terá liberdade para conduzir a gestão. “Eu saio feliz e agradecido. Vocês podem procurar nos anais da história uma gestão como a desta Prefeitura de Manaus. Os resultados que nós obtivemos são os melhores. Eu sou muito grato a Deus pela oportunidade de ter sido prefeito de Manaus por duas vezes, escolhido pela maioria da população, pela democracia. Agora, eu desejo ao Renato êxito e sucesso, que será livre para exonerar, nomear, montar suas equipes”, disse.
Entre os vereadores da oposição presentes estavam Rodrigo Guedes (Progressistas), Amauri Gomes (União Brasil) e Coronel Rosses (PL), que reiteraram as críticas já apresentadas anteriormente. O vereador Coronel Rosses classificou o ato como politicamente inadequado.
Amauri Gomes voltou a questionar os custos envolvidos na realização da sessão, mencionando despesas com estrutura e cerimonial, além de apontar prejuízo ao funcionamento legislativo.
As críticas da oposição se concentraram em três pontos principais: o uso do espaço legislativo para um anúncio de caráter político, os possíveis custos da sessão e a interrupção de debates considerados prioritários para a população.
Apesar dos questionamentos, a solenidade foi realizada conforme o protocolo e oficializou a mudança no comando do Executivo municipal.
