Política

Prefeito minimiza contaminação apontada em praia de Manaus

Laudo da UEA indicou presença elevada de coliformes fecais e classificou a área como imprópria para banho

Escrito por Redação
23 de março de 2026
“Quero dizer que eu entrei na água, mergulhei, e para quem tomou banho no Igarapé do 40, aquilo ali está uma maravilha”, disse prefeito defendendo a Ponta Branca. Foto: Reprodução

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), minimizou neste domingo (22) os riscos de contaminação na Praia da Ponta Branca, após laudo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) indicar alta concentração de coliformes fecais na área. A declaração foi feita durante coletiva realizada no píer turístico Manaus 355, no Centro da capital.

A análise da UEA classificou a praia como imprópria para banho, após identificar níveis acima do permitido em amostras coletadas na região. Apesar do resultado, o prefeito relativizou a situação. “Mas esses critérios, essa rigidez, se nós formos acatar essa rigidez, muita coisa tem que ser fechada na cidade de Manaus. O que nós estamos vendo é a alegria de uma população”, afirmou David Almeida.

Durante a coletiva, o prefeito também mencionou que o local estava abandonado anteriormente e destacou que a responsabilidade sobre a área não é da Prefeitura de Manaus. Segundo ele, a fiscalização é feita pela Marinha e o monitoramento dos rios é atribuído ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). “Se houver alguma decisão pedindo para que a prefeitura possa fazer intervenção, nós vamos acatar normalmente”, declarou.

David Almeida afirmou ainda que entrou na água durante o evento. “Quero dizer que eu entrei na água, mergulhei, e para quem tomou banho no Igarapé do 40, aquilo ali está uma maravilha”, disse.

A programação no local também incluiu a entrega de materiais de construção destinados a escolas de madeira da zona rural de Manaus.

De acordo com o Laboratório de Águas da UEA, responsável pelo estudo por meio do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Amazonas (ProQAS/AM), as amostras foram coletadas em três pontos distintos da praia e apresentaram níveis de contaminação acima do permitido para banho. O monitoramento da região é realizado há cerca de dez anos.

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