Economia

Roberto Cidade propõe articulação entre governo e setor para minimizar alta dos combustíveis no Amazonas

Deputado defende fiscalização mais rigorosa e diálogo entre governo, prefeituras e setor para reduzir impactos do aumento no preço da gasolina para consumidores da capital e do interior.

Escrito por Redação
11 de março de 2026
“É preciso ter responsabilidade com o consumidor. É imprescindível monitorar, fiscalizar. Foto: Herick Pereira/Divulgação

O aumento no valor dos combustíveis para o consumidor final em todo o Amazonas foi tema de debates nesta quarta-feira (11/3), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O presidente da Casa, deputado estadual Roberto Cidade (UB), afirmou que, além de intensificar a fiscalização sobre o valor repassado ao consumidor nas bombas, este é o momento de o Governo do Estado, as prefeituras e entidades de classe buscarem um entendimento que seja menos danoso à população.

É preciso ter responsabilidade com o consumidor. É imprescindível monitorar, fiscalizar. E eu me coloco à disposição também para articular junto ao governador Wilson Lima e os representantes do setor para que se encontre um entendimento. O aumento no valor do petróleo tem a ver com a guerra, mas outros fatores também estão impactando e nós precisamos buscar um meio-termo. Talvez por meio de incentivos, para controlar o valor dos combustíveis na capital e no interior do Estado. É algo que se deve pensar para que se possa agir o mais breve possível”, sugeriu o deputado-presidente.

Cidade falou ainda sobre o valor do litro da gasolina em municípios do interior do Amazonas.

“Em Pauini, o valor do litro da gasolina está R$ 9,14; em Maués, está mais de R$ 10; e em Parintins também já aumentou. Se na capital o aumento já é prejudicial, você imagina no interior. É preciso agilidade para minimizar os impactos”, reforçou Cidade.

Em Manaus, o litro da gasolina está, em média, R$ 7,29, sendo um dos mais caros do Brasil. Em alguns estabelecimentos, a gasolina aditivada chegou a R$ 7,49. Diante do aumento, que pegou muitos consumidores de surpresa, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) anunciou a intensificação das fiscalizações para investigar a rápida elevação dos preços.

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