Polícia

PF investiga denúncia de compra de votos em 2024 envolvendo prefeito de Manaus

O caso teve início a partir da apreensão de celulares com um grupo de pastores, com quem também foram encontrados mais de R$21 mil em espécie

Escrito por Redação
4 de março de 2026
Foto: Reprodução

Uma denúncia de compra de votos envolvendo o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), é investigada pela Polícia Federal desde 2024. Conforme reportagem da Rede Amazônica, celulares apreendidos durante a operação que deu origem aos trabalhos, ainda não passaram por perícia, embora possam conter informações importantes para o andamento das investigações.

A ação policial ocorreu no dia 26 de outubro de 2024, na véspera do segundo turno das eleições municipais. De acordo com a denúncia encaminhada à Polícia Federal, uma mensagem atribuída à direção da Igreja Pentecostal Unidos do Brasil convocava pastores que votam em Manaus para comparecerem ao minicentro de convenções do templo, localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, em horário determinado. O espaço é apontado como reduto político do prefeito.

Conforme consta no inquérito, quatro celulares foram apreendidos com os pastores presentes no local. Durante a operação, os agentes também encontraram envelopes contendo dinheiro em espécie, cada um com R$ 200, somando R$ 21.650.

Ainda segundo os depoimentos colhidos pela investigação, os pastores afirmaram que o valor encontrado fazia parte de um montante de R$ 38 mil, que teria sido entregue na noite anterior por uma pessoa ligada à campanha de David Almeida. No processo, esse responsável aparece identificado apenas como “Eliezer”.

Dois dirigentes da igreja chegaram a ser presos em flagrante durante a operação, mas foram liberados após pagamento de fiança de R$ 15 mil cada. Eles seguem respondendo ao processo em liberdade.

Em entrevista à Rede Amazônica, um policial federal que participou da ação relatou que os agentes localizaram o dinheiro já separado em envelopes dentro de um imóvel onde pessoas iriam apenas para retirar os valores. Segundo ele, no momento da operação não havia indícios de que qualquer outra atividade estivesse sendo realizada no local.

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