Viver no Amazonas custa, em média, R$ 2.990 por mês, segundo a pesquisa “Custo de Vida no Brasil”. O valor é inferior à média nacional, que chega a R$ 3.520 mensais, mas ainda reflete o peso das despesas essenciais no orçamento das famílias do estado.
O levantamento considera gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral, serviços e cuidados pessoais. Apesar desse cenário, apenas 19% dos brasileiros afirmam considerar fácil gerenciar pagamentos e despesas do dia a dia. Na Região Norte, esse percentual cai para 14%.
As despesas essenciais concentram a maior parte do orçamento. Compras de supermercado, contas recorrentes e moradia respondem, juntas, por 57% dos gastos mensais dos brasileiros e também são apontadas como as mais difíceis de manter em dia.
No Amazonas, o gasto médio mensal com supermercado é de R$ 740. Já as contas recorrentes — como água, luz, internet e streaming — somam, em média, R$ 570. As despesas com moradia chegam a R$ 1.020 por mês.
Os gastos com transporte e mobilidade no estado são, em média, R$ 320 por mês. Em saúde e atividade física, o valor médio mensal é de R$ 280. No lazer, os amazonenses gastam cerca de R$ 270 por mês, enquanto as despesas com educação ficam em torno de R$ 420. Em compras em geral, como vestuário, cosméticos e produtos para pets, a média mensal é de R$ 400.
Mesmo diante do impacto do custo de vida, a mudança de cidade não aparece como alternativa para a maioria da população. Apenas 1 em cada 10 brasileiros considera se mudar em 2026 com o objetivo de reduzir despesas.
A pesquisa foi realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, e ouviu 6.063 brasileiros entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 1,2 ponto percentual.
