Cultura

Da entrada à sobremesa: como escolher o vinho ideal para a ceia de fim de ano

Espumantes seguem como protagonistas das festas de fim de ano

Escrito por Redação
24 de dezembro de 2025
Foto: Divulgação / Internet

Nas celebrações de Natal e Réveillon, a ceia ocupa lugar central, e o vinho tem papel decisivo nesse momento. Mais do que acompanhar os pratos, a bebida certa realça sabores, equilibra aromas e torna a experiência à mesa ainda mais marcante.

No Pátio Gourmet, a curadoria de rótulos considera a diversidade de receitas tradicionais, regionais e sobremesas típicas dessa época do ano. Segundo o sommelier Alexsander de Oliveira, consultor da rede, os espumantes continuam sendo os grandes aliados das confraternizações.

“A principal bebida das festas sempre foi a de celebração. E, nesse período, champagne e espumantes seguem imbatíveis”, afirma. Versáteis, eles funcionam bem desde o brinde inicial até o encerramento da ceia.

Aves pedem tintos leves e elegantes

Quando o cardápio inclui peru ou chester, a recomendação é optar por vinhos tintos leves, capazes de acompanhar as aves sem interferir no sabor. Rótulos elaborados com a uva Pinot Noir se destacam por unir frescor e elegância.

Entre as opções indicadas estão Santa Ema, Loma Negra Reserva Pinot Noir e Casa del Bosque, vinhos equilibrados e de fácil aceitação, ideais para agradar diferentes paladares.

Bacalhau exige atenção ao preparo

Clássico das festas de fim de ano, o bacalhau pede atenção especial na harmonização. Preparos assados ou grelhados aceitam bem tintos leves, enquanto receitas cozidas no vapor, com legumes ou azeite, combinam melhor com vinhos frescos e aromáticos.

Nesse caso, a indicação são o vinho verde ou o Sauvignon Blanc, com destaque para rótulos do produtor Juan Carrau, conhecidos pelo perfil leve, frutado e refrescante.

Carnes suínas harmonizam bem com Merlot

Pratos como tender, pernil e outras carnes suínas encontram na Merlot uma escolha segura. A uva origina vinhos de médio corpo, macios e frutados, ideais para assados mais intensos e receitas com molhos levemente adocicados.

No Pátio Gourmet, rótulos como Santa Ema Reserva e Santa Ema Gran Reserva estão entre as principais indicações.

Peixes amazônicos e a valorização da mesa regional

A culinária regional também ganha destaque na harmonização. Peixes amazônicos como pirarucu e tambaqui combinam bem com vinhos brancos, rosés e vinhos laranja, estes últimos produzidos com maior contato com as cascas e cada vez mais presentes nas mesas brasileiras.

Entre os rótulos indicados estão Juan Carrau Chardonnay, Sottano Torrontés e Maria Bonita Loureiro, além dos rosés Casal Mendes, Santa Ema e Rio Andino, que oferecem frescor e leveza.

Ceias variadas pedem versatilidade

Quando a mesa reúne muitos pratos e sabores distintos, arroz, farofas, saladas e diferentes tipos de preparo, o espumante rosé surge como a alternativa mais versátil.

“Em mesas muito diversas, o espumante rosé costuma funcionar melhor do que qualquer outra opção”, explica o sommelier.

Sobremesas combinam com espumantes doces

Para encerrar a ceia, sobremesas como panetone e rabanada harmonizam melhor com espumantes moscatéis, que se destacam pela doçura equilibrada, aromas intensos e leveza.

Entre os rótulos nacionais, Salton e Casa Perini oferecem boas opções tanto de moscatel quanto de demi-sec, ideais para o momento final da refeição.

Foto: Divulgação 

Brut, demi-sec ou moscatel: qual escolher

A escolha do estilo do espumante depende do perfil de quem vai beber.

O brut agrada quem prefere vinhos secos; o demi-sec faz a transição entre o seco e o doce; já o moscatel costuma ser a porta de entrada para quem está começando a explorar o universo dos vinhos.

Qualidade não precisa ser cara

Alexsander destaca que bons vinhos não estão necessariamente ligados a preços elevados. “Hoje, é possível encontrar excelentes vinhos com ótima relação custo-benefício, principalmente entre rótulos chilenos, argentinos e brasileiros”, afirma.

Entre as indicações estão a argentina Bodega Sottano, a linha chilena Pérez Cruz Limited Edition e, entre os nacionais, o Essência de Pátio, marca própria da rede. Para quem busca importação própria com preços competitivos, os portugueses da linha Azul Portugal, das regiões do Porto, Douro e Alentejo, são boas opções.

Dica final: uma escolha sem erro

Para quem prefere não arriscar e ainda assim acertar na escolha, a recomendação final é direta: Merlot.

“É uma uva muito versátil, com vinhos equilibrados, frutados e de médio corpo. Funciona bem em grande parte das situações”, conclui o sommelier.

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