Uma voz que toca a alma. Cada nota emociona o público e revela a beleza do canto lírico. Mas alcançar esse resultado exige anos de estudo e aperfeiçoamento constante. Para quem segue este caminho, o aprendizado nunca termina.
Celebrado em 22 de julho, o Dia do Cantor Lírico homenageia artistas que dedicam a vida ao aperfeiçoamento da voz e à interpretação musical. Em reportagem especial, o Diário da Capital conversou com a cantora lírica Amanda Aparício e com o maestro, compositor e trombonista Hugo Pinheiro, que compartilham suas histórias e mostram como a música transformou suas vidas.
Para Amanda, o canto lírico é uma construção diária, um aprendizado que nunca termina.
“O canto lírico exige muito do cantor. Exige que o cantor esteja sempre estudando, esteja sempre se dedicando, aprimorando o conhecimento. A gente participa de vários corais, aulas de canto, com professoras especializadas”, conta.
Subir ao palco também tem um significado especial para a artista. Para ela, é um momento sacro.
“É como se fosse um templo. A gente pede licença ali no palco e fala: me dê mais uma oportunidade de dar o meu melhor”.
Paixão que une
Foi também por meio da música que Amanda conheceu Hugo Pinheiro. Os dois se encontraram pela primeira vez durante os preparativos para uma apresentação. O que começou como uma conversa sobre detalhes técnicos acabou dando início a uma parceria que ultrapassou os palcos.
“Foi nesse momento que nós nos encontramos, eu precisava conversar com o maestro pra saber os detalhes como seria a apresentação e a gente aproveita aquele momento pra conhecer a pessoa melhor.
Hoje estamos juntos, temos nosso filhinho. A música nos uniu, a música foi o cupido”.
Para Hugo, o primeiro encontro também ficou marcado na memória.
“Quando cheguei e vi a Amanda, faltou fôlego. Que cantora bonita, não só a voz”.
Além da atuação como maestro, Hugo constrói uma trajetória como compositor. Autor de obras para corais, grupos vocais e solistas, ele assina projetos como os álbuns Pocket Poetry e Lendas Amazônicas, que unem música de concerto e produção autoral.
Apaixonado pela voz humana, ele explica que a composição sempre caminhou ao lado da música.
“Sempre tive essa paixão pela voz humana, pelo canto. Sempre gostei de escrever. Como compositor já escrevi muito pra canto. Tanto pra corais como pra solistas, pra grupos vocais também”.
Enquanto o piano conduz a harmonia, é a voz que emociona e conta histórias. Histórias como as de Amanda e Hugo, de artistas que vivem a música diariamente e fazem dela uma forma de transformar sentimentos em arte, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.




