A cidade de Belém, no Pará, abriu oficialmente, nesta segunda-feira (10), a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), reunindo chefes de Estado, cientistas, ambientalistas e representantes da sociedade civil de mais de 190 países. O evento, sediado pela primeira vez na Amazônia, reforça o papel estratégico da região nas ações globais contra o aquecimento do planeta.
O Governo do Amazonas levará à COP 30, por meio do programa Floresta em Pé, um pacote de ações que tem como objetivo entregar veículos e equipamentos para fortalecer as atividades de combate ao desmatamento e às queimadas na região Sul do Estado.

Durante a cerimônia de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a responsabilidade do Brasil em liderar o debate ambiental e ressaltou que o encontro em Belém simboliza a necessidade de ouvir os povos da floresta e garantir justiça climática.
“A Amazônia é o coração do mundo. Não há solução para a crise climática sem incluir aqueles que vivem e protegem a floresta”, afirmou.
A COP 30 deve concentrar as discussões em medidas concretas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer o financiamento climático para países em desenvolvimento. Também estão previstas pautas sobre a transição energética, preservação da biodiversidade e combate ao desmatamento ilegal.
Com uma estrutura montada para receber cerca de 60 mil pessoas, o evento se estende por duas semanas e deve movimentar a economia local, além de deixar um legado de infraestrutura e sustentabilidade para Belém.
Os temas centrais da COP 30 incluem:
- Adaptação climática: como lidar com impactos de eventos extremos, secas e inundações.
- Transição justa para economias de baixo carbono, com atenção às populações vulneráveis e aos impactos socioeconômicos da mudança de matriz energética.
- Financiamento climático: com a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, conforme o “Mapa do Caminho de Baku a Belém”.
