Nesta quinta-feira (28/8), a Polícia Federal deflagrou a Operação Barões do Filão, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida em garimpo ilegal e em crimes correlatos, como lavagem de dinheiro e exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão.
A apuração teve início a partir de fiscalizações realizadas no garimpo conhecido como “Filão dos Abacaxis”, no interior do Amazonas. No local, cerca de 50 trabalhadores foram resgatados em situação degradante, caracterizada como condição análoga à escravidão.

Considerado um dos garimpos mais rentáveis da América Latina, o “Filão” funcionava sob o comando de um proprietário que administrava a região e arrendava poços de mineração a terceiros. Esses arrendatários recrutavam trabalhadores para a extração ilegal, com uso de cianeto, prática que resultava em graves danos ambientais.
Ao todo, a Polícia Federal cumpre 4 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em residências de investigados nos seguintes municípios:
- Pará (PA): Itaituba e Novo Progresso
- Mato Grosso (MT): Sinop
- Rondônia (RO): Porto Velho
- Piauí (PI): Regeneração
Além disso, a Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros no valor de até R$ 74,1 milhões, montante correspondente ao dano ambiental causado pelas atividades clandestinas.

Mineração Obscura 2
A Operação Barões do Filão é um desdobramento da Operação Mineração Obscura, que já havia revelado esquemas de exploração mineral ilícita em abril de 2024 na cidade de Maués, ao Sul do Amazonas.

A ação mais recente contou ainda com o apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), responsável por integrar esforços entre os nove estados da Amazônia Legal Brasileira e países que compartilham o bioma amazônico em seus territórios.
