A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Asfalto, proposta para investigar os gastos do programa “Asfalta Manaus”, da Prefeitura de Manaus, voltou a sofrer reveses nesta quarta-feira (13/8). Com a adesão da deputada Débora Menezes (PL), o requerimento chegou a atingir novamente o número mínimo de oito assinaturas exigido pelo regimento da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), mas a retirada da assinatura do deputado Wanderley Monteiro (Avante) voltou a comprometer o avanço da comissão.
Menezes já havia sinalizado anteriormente a intenção de apoiar a CPI e, ao formalizar sua assinatura, declarou que o Legislativo precisa “cumprir seu papel de fiscalização”. A entrada da deputada estadual restabeleceu momentaneamente o apoio mínimo necessário.
Quatro deputados recuaram
Com a saída de Wanderley Monteiro (Avante), sobe para quatro o número de parlamentares que desistiram da CPI nos últimos dias. Antes dele, já haviam recuado os deputados Comandante Dan (Podemos), Cristiano D’Ângelo (MDB) e Carlinhos Bessa (PV). Este último chegou a formalizar a retirada por meio de requerimento à Mesa Diretora, se colocando à disposição para esclarecimentos.
O deputado Delegado Péricles (PL), autor do pedido da CPI, apontou que há uma articulação política para inviabilizar a investigação. Segundo ele, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), estaria atuando nos bastidores para barrar a comissão, embora declare publicamente apoio à transparência.
“Mais um deputado pediu a retirada da assinatura da CPI […] Ainda que eu entenda que isso não seja cabível, já que o pedido foi protocolado, é mais um que não quer”, afirmou Péricles nas redes sociais.
Pressão partidária
A saída de Wanderley Monteiro ocorre em meio a um processo de expulsão aberto pelo diretório estadual do Avante, que o orientou a retirar sua assinatura do requerimento.
