Em 1988, o então prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, no auge da sua educação e cumplicidade, junto com seus simpáticos guardas municipais, arrancavam trabalhadores ambulantes do Centro de Manaus a base de tapas e socos. Motivo: Organizar o centro da cidade.
37 anos depois, surge o verdadeiro herdeiro do trono, David Almeida – Agora com mais força, mais ódio, mais vontade e principalmente – mais equipado. Visto que a atual Guarda Municipal atua com arma de fogo.
Com os mesmos ‘modus operandi’, a Prefeitura à força tenta resolver a organização (falta) no Centro da Cidade. Porém, quase que como uma herança maldita – FRACASSA. Como se o diálogo não fizesse parte, como se a alternativa fosse simplesmente o uso da força, tal qual nosso impiedoso Arthur.
Talvez o problema dos ambulantes não sejam os produtos comercializados, nem mesmo a desorganização que dizem que produzem. Talvez o problema maior seja falta de cumplicidade em olhar aqueles que só querem garantir o ganha-pão, mas parece que, para eles, o sol não pode brilhar!