Nesta segunda-feira (28/7), Vviane Batalha Cacau, advogada de defesa dos policiais militares suspeitos de estuprar uma mulher indígena da etnia Kokama, afirmou durante coletiva de imprensa que as acusações da vítima são falsas.
“As acusações são mentirosas da suposta vítima, que alega ter sido estuprada durante a custódia dela em Santo Antônio do Içá, o que não aconteceu”. A advogada também nega que a vítima tenha dado à luz um bebê enquanto estava em cárcere, afirmando que “isso nunca aconteceu”, e destacou que a mulher recebeu atendimento médico por uma enfermeira, contestando a alegação de que não teria sido assistida.
Em resposta, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) divulgou nota informando que não comentará as declarações da defesa “por respeito à legalidade e à ética que regem sua atuação”. O órgão afirmou que o caso está sendo conduzido com rigor técnico, fundamentado em depoimento da vítima, laudos periciais, incluindo exames de conjunção carnal e avaliação psiquiátrica, além do Inquérito Policial Militar que tramita desde 2023 envolvendo os suspeitos já identificados.
O MPAM ressaltou ainda que cabe à defesa apresentar seus argumentos e comprovar a inocência dos clientes nos autos do processo, que é o espaço legítimo para o contraditório e a ampla defesa.
