Segurança

Justiça do AM determina prisão preventiva de casal acusado de tentar comprar bebê

A decisão foi tomada após recurso do Ministério Público; dupla aguardava nascimento da criança em hotel e responderá por tráfico de pessoas com finalidade de adoção ilegal.

Escrito por Redação
16 de julho de 2025
Foto: Divulgação

A Justiça do Amazonas determinou a prisão preventiva do casal paulista, acusado de tentar comprar um recém-nascido por R$ 500 em Manacapuru, município no interior do estado. Luiz Armando dos Santos, de 40 anos, e Wesley Fabiano Lourenço, de 38 anos, haviam sido detidos em flagrante no dia 11 de julho, mas foram liberados após passarem por audiência de custódia.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), anunciou, na terça-feira (15/7) que a Justiça acatou um recurso apresentado pelo órgão e reverteu a decisão anterior, determinando a prisão do casal.

De acordo com o MPAM, a medida foi tomada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça em um momento de retratação, fundamentada nas provas coletadas ao longo da investigação e nas informações apresentadas durante a audiência.

Com essa nova decisão judicial, Luiz e Wesley poderão ser novamente detidos enquanto respondem pelo crime de tráfico de pessoas com o objetivo de adoção ilegal.

A Delegacia Especializada de Polícia de Manacapuru apontou que os suspeitos saíram de Ilhabela (SP) rumo ao Amazonas e estavam hospedados em um hotel de Manacapuru desde junho, à espera do nascimento do bebê.

As investigações indicam que a suposta negociação para a entrega da criança envolveu o empresário local José Uberlane Pinheiro de Magalhães, conhecido como “Sabão”, de 47 anos, que já se encontra preso. Ele é acusado de intermediar a transação.

A mãe da criança, de 31 anos, também foi indiciada no caso. Conforme relato da delegada Joyce Coelho, ela alegou não ter condições financeiras para criar o bebê e teria aceitado entregá-lo como forma de quitar uma dívida com um agiota.

Delegada Joyce Coelho. — Foto: Divulgação/PC-AM 


O recém-nascido teve alta hospitalar no domingo (13/7) e foi acolhido por uma entidade voltada à proteção da infância. O caso está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar.

Ainda de acordo com a polícia, Wesley tentou registrar o bebê como seu filho, utilizando a Declaração de Nascido Vivo (DNV) em um cartório local. No entanto, o processo de registro não foi concluído devido a problemas no sistema. Na ocasião da prisão, o casal estava de posse de um enxoval completo, um carrinho de bebê e um veículo alugado.

Foto: Divulgação
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