Durante a 50ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), realizada nesta terça-feira (17), os vereadores aprovaram, em segunda discussão, o Projeto de Lei nº 350/2025, de autoria do Executivo municipal, que concede reajuste salarial de 5,48% aos servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
A proposta agora segue para análise do prefeito David Almeida (Avante) e, segundo os parlamentares da base, deve ser incorporada à folha salarial ainda neste mês de junho.
De acordo com o vereador Gilmar Nascimento (Avante), a tramitação cumpriu todos os trâmites legais.
“Reunimos cinco comissões da casa, e todas aprovaram o projeto por sua constitucionalidade e mérito. A legislação exige atualização dos subsídios com base na inflação, e é isso que estamos aplicando”, afirmou o parlamentar.
Apesar da aprovação, o reajuste de 5,48% foi duramente criticado por professores e pedagogos da rede municipal, que protestaram na Câmara Municipal na segunda-feira (16/6). Segundo os servidores, o índice não recompõe as perdas salariais acumuladas pela inflação e representa mais um episódio de desvalorização dos profissionais da Educação.
Durante a votação, a base também rejeitou uma emenda apresentada pelo vereador Zé Ricardo (PT), que previa um reajuste de 10% do percentual defendido pelos trabalhadores da Educação.
“É um absurdo que a base do prefeito rejeite um reajuste de 10% para os professores, que são os verdadeiros pilares da nossa sociedade. A Prefeitura gasta milhões com publicidade, mas se recusa a valorizar quem educa nossas crianças. Isso mostra claramente quais são as prioridades da atual gestão”, declarou Zé Ricardo.
Segundo o vereador, o valor aprovado não representa um aumento real e continua penalizando os servidores com salários baixos, sobrecarga de trabalho e falta de estrutura nas escolas públicas.
Zé Ricardo (PT) também afirmou que continuará lutando no parlamento pela valorização da Educação e pela destinação de mais recursos para políticas públicas essenciais.“O orçamento de Manaus precisa ser usado para quem mais precisa, não para atender acordos políticos ou custear propaganda institucional”, concluiu
