Saúde

SUS amplia tratamentos para quem sofre de dermatite atópica

A medida visa disponibilizar novos medicamentos para tratar a dermatite atópica em todos os níveis de gravidade

Escrito por Redação
30 de maio de 2025
Foto: Natália Estanislau

O Sistema Único de Saúde (SUS) e o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, publicaram na última terça-feira (27/5), no Diário Oficial da União, três portarias que anunciam a oferta de tratamento integral para a dermatite atópica, uma doença inflamatória da pele que provoca lesões e coceiras intensas, dependendo da gravidade do quadro.

A iniciativa busca ampliar o acesso ao tacrolimo tópico, um medicamento de alto custo, garantindo suporte adequado aos pacientes que, até então, enfrentavam restrições no tratamento. Com isso, pessoas diagnosticadas com a doença passam a contar com medicamentos indicados para casos que variam de quadros leves até os mais graves.

Atualmente, o SUS já disponibiliza cremes à base de dexametasona e hidrocortisona para tratar formas mais leves da doença, como a dexametasona creme (1 mg/g) e o acetato de hidrocortisona creme (10 mg/g – 1%), além da ciclosporina para quadros mais graves, tornando o tratamento ainda mais abrangente.

O Diário da Capital entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para saber como funciona atualmente a distribuição de medicamentos para o tratamento da dermatite atópica e se a instituição já está ciente das novas portarias publicadas pelo Governo Federal. Até o momento, não obtivemos retorno.

O que é a dermatite atópica?

A dermatite atópica é uma doença não contagiosa, de origem genética e crônica, caracterizada principalmente por coceira intensa e ressecamento da pele. Afeta, sobretudo, áreas de dobras do corpo, como a parte interna dos cotovelos, atrás dos joelhos e o pescoço. É uma das formas mais comuns de eczema, predominante na infância, mas que também pode surgir na adolescência ou na vida adulta.

Como ter acesso ao tratamento?

Para ter acesso à assistência pública, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência do paciente. A partir da avaliação clínica e se houver necessidade, ocorrerá o encaminhamento para consulta com especialista para diagnóstico preciso e definição da conduta terapêutica.

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