Saúde

Casos de esporotricose aumentam 40,87% no Amazonas; FVS alerta sobre cuidados

Até maio de 2025 já foram registrados 779 casos em humanos e mais de 2 mil em animais

Escrito por Redação
29 de maio de 2025
Valdo Leão/Divulgação Semcom

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulgou, na última terça-feira (27/05), o informe epidemiológico de esporotricose humana e animal, uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix.

No Amazonas, de 1º de janeiro até o dia 27 de maio, foram notificados 779 casos de esporotricose humana, sendo 603 confirmados e 110 estão em investigação. Não há óbitos relacionados à doença. 

Esse número representa um aumento de 40,87% se comparado ao boletim divulgado em abril deste ano, quando 553 casos da doença foram registrados em humanos no estado. 

Já os casos de esporotricose animal, foram notificados 2.105 casos de 1º de janeiro a 27 de maio, sendo 1.950 confirmados e 1.071 em tratamento. Foram registradas 855 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais é de gatos (97,2%), seguidos de cães (2,8%). Os animais envolvidos são, em maioria (66,6%), machos. Um aumento de 27,65% no número de casos se comparado a abril, com 1.649 registros. 

O documento está disponível no site FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br). O informe é dividido em dados de esporotricose humana e animal, notificados à FVS-RCP e é atualizado mensalmente, na última terça-feira do mês.

Sobre a esporotricose

A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes de forma natural no solo, nas cascas de árvores e na vegetação em decomposição. Esse fungo pode infectar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.

A transmissão para seres humanos ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas, geralmente por meio de ferimentos causados por espinhos, lascas de madeira ou palha que estiveram em contato com vegetais contaminados. Caso haja suspeita de esporotricose em humanos, é fundamental buscar atendimento médico imediatamente.

Os animais também podem ser transmissores da doença, passando o fungo para humanos e outros animais por arranhaduras, mordeduras, lambeduras ou pelo contato com secreções respiratórias e lesões cutâneas ou nas mucosas.

Para prevenir a infecção, recomenda-se que cães e gatos não circularem nas ruas sem supervisão. Isso reduz o risco de exposição ao fungo. Se houver suspeita de esporotricose em animais, é fundamental levá-los ao veterinário com urgência.

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