Receber o diagnóstico de uma doença pode representar uma mudança profunda na vida de uma pessoa. Em casos graves, crônicos ou que exigem tratamentos prolongados, o impacto vai além do corpo e pode envolver medo, ansiedade, tristeza e preocupação com o futuro.
Durante o Setembro Amarelo, especialistas reforçam a importância de incluir a saúde mental no cuidado de pacientes que enfrentam essas condições. No caso do câncer, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Para a psicóloga Rosineide Borges, da Oncológica do Brasil, o sofrimento emocional pode começar no momento da descoberta da doença e não é exclusivo dos pacientes com câncer.
“Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de uma doença, principalmente quando é uma condição grave ou que exige um tratamento longo, existe uma ruptura na rotina e muitas vezes na própria percepção que ela tem sobre a vida”, explica.
O paciente pode enfrentar medo do tratamento, das mudanças físicas, da perda de autonomia e até de se tornar um peso para a família. As reações também variam: algumas pessoas ficam mais ansiosas, enquanto outras podem apresentar tristeza, irritabilidade, isolamento ou dificuldade para aceitar a nova realidade.
O acompanhamento psicológico pode ajudar desde o diagnóstico e durante as diferentes etapas do tratamento. A família também tem papel importante nesse processo, principalmente ao oferecer presença e escuta.
