O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) denunciou possíveis irregularidades na obra de reconstrução da passarela da avenida Torquato Tapajós, em Manaus. Segundo ele, a empresa apontada como responsável pelo serviço teria ligação familiar com a presidente do Fundo Manaus Solidária (FMS), o que, na avaliação do parlamentar, levanta suspeitas de favorecimento.
De acordo com a denúncia, a obra, orçada em R$ 7,5 milhões, estaria sendo executada pela empresa N.J. Construções, Navegação e Materiais Ltda., que pertence a João Batista Lira de Oliveira, sogro de Vivi Lira, presidente do FMS. O responsável técnico indicado na placa da obra seria o engenheiro João Batista Lira de Oliveira Júnior, marido da gestora e filho do proprietário da empresa.
Guedes também questiona a origem contratual do serviço. Segundo ele, o contrato citado na placa da obra, de número 010/2025, tem valor total de cerca de R$ 14 milhões e, conforme extrato publicado no Diário Oficial do Município, refere-se a serviços de manutenção e reparação em prédios públicos, praças e vias, sem menção à construção de passarela. Para o vereador, a diferença entre o objeto contratado e o serviço executado pode ferir o princípio da vinculação entre edital e contrato previsto na legislação de licitações.
Outro ponto levantado pelo parlamentar é que, em visitas ao local da obra, ele afirma ter encontrado servidores e máquinas da própria prefeitura executando os trabalhos. “Há indícios fortíssimos de favorecimento e corrupção”, declarou Guedes em publicação nas redes sociais, acrescentando que pretende aprofundar a investigação sobre o caso. Veja o vídeo publicado pelo parlamentar:
