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Veneno de caranguejeira elimina células de leucemia em testes preliminares

Uma das principais vantagens da nova molécula é a capacidade de induzir a morte das células tumorais

Escrito por
Redação
February 22, 2024
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O Instituto Butantan, em parceria com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, anunciou a descoberta de uma molécula com potencial para tratar o câncer. A substância foi obtida por um processo inovador e é extraída do veneno da aranha caranguejeira Vitalius wacketi, encontrada no litoral de São Paulo.

Fruto de mais de 20 anos de estudos, a molécula foi sintetizada em laboratório no Butantan e purificada pelo Einstein, sendo capaz de eliminar células de leucemia em testes in vitro. O processo de obtenção da substância foi patenteado, com apoio das áreas de inovação das instituições.

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Uma das principais vantagens da nova molécula é a capacidade de induzir a morte das células tumorais por apoptose, um mecanismo controlado que não causa reações inflamatórias, ao contrário da necrose provocada pela maioria dos medicamentos quimioterápicos disponíveis atualmente.

A próxima etapa da pesquisa envolverá testes em células de câncer de pulmão e de ossos, além de avaliações em células humanas saudáveis para confirmar a seletividade e a falta de toxicidade da substância.

A tecnologia foi patenteada pelas instituições e será licenciada para uma empresa com capacidade de produção em larga escala, visando o desenvolvimento de testes em animais e, futuramente, em humanos, caso se prove segura e eficaz.

Essa descoberta representa um avanço significativo no tratamento do câncer, uma vez que a molécula é pequena, de fácil síntese e mais barata que outras tecnologias existentes, podendo acelerar sua chegada ao mercado e beneficiar pacientes em todo o mundo.

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