Crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexual passam a ter acesso à vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) em Manaus. A ampliação contempla meninas e meninos e segue nova orientação do Ministério da Saúde para reforçar a proteção de um público considerado especialmente vulnerável.
A vacinação deverá ser indicada após avaliação pelo Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Savvis) ou por profissionais responsáveis pelo atendimento da criança. Será necessário apresentar registro ou receituário que comprove a condição clínica que fundamenta a indicação, além do consentimento do responsável legal. Para esse público, o esquema previsto é de uma dose.
A vacina, no entanto, não trata eventual infecção por HPV adquirida durante a violência sexual. A finalidade é proteger a criança contra tipos do vírus presentes no imunizante aos quais ainda não tenha sido exposta, além de reduzir riscos relacionados a exposições futuras. O HPV pode provocar verrugas e está associado a diferentes tipos de câncer, incluindo os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
A ampliação foi definida após avaliação técnica envolvendo o Ministério da Saúde, sociedades científicas e outras instituições. Entre os fatores considerados estão a vulnerabilidade das vítimas, o aumento das notificações de violência sexual contra crianças e as evidências disponíveis sobre a segurança do imunizante em menores de 9 anos.
Em Manaus, a vacina está disponível em 174 salas de vacinação (veja lista AQUI). Na rotina do SUS, o imunizante também é oferecido a meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de outros públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
