O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (3/3) que considera encerrada a possibilidade de negociações com o Irã, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio após ofensivas militares envolvendo forças americanas e israelenses.
Segundo o republicano, o governo iraniano teria demonstrado interesse em dialogar, mas o momento para tratativas diplomáticas já teria sido superado.
“A defesa e força aérea, naval e sua liderança se foram. Eles querem conversar. Eu disse: ‘É tarde demais’”, escreveu Trump.
A declaração contraria posicionamento recente do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, que afirmou na segunda-feira (2/3) que os iranianos “não vão negociar com os Estados Unidos“.
A fala de Larijani foi uma resposta a uma manifestação anterior do próprio Trump, que havia declarado ter “concordado em negociar com o Irã”.
Escalada militar
A tensão entre os países se intensificou após uma ação coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e desencadeou reações militares na região.
Em resposta, Teerã lançou ataques contra bases militares americanas no Oriente Médio. Segundo informações divulgadas, as ofensivas iranianas atingiram ao menos nove países: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã.
Autoridades dos Emirados Árabes Unidos confirmaram três mortes decorrentes dos ataques. No Kuwait, uma pessoa morreu, enquanto no Bahrein um trabalhador foi atingido por destroços de um míssil interceptado.
Ainda em meio ao aumento das hostilidades, Estados Unidos e Israel realizaram um novo ataque coordenado contra o Líbano na manhã de segunda-feira (2/3), após o Hezbollah, organização terrorista baseada no país, reivindicar um ataque contra Israel no domingo (1º/2).
