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Trump afirma que “grande onda” de ataques dos EUA contra o Irã ainda está por vir

Presidente norte-americano diz que ofensiva militar avança mais rápido que o previsto e prevê duração inferior a um mês

Escrito por Redação
2 de março de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante pronunciamento sobre a ofensiva militar contra o Irã, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que a ofensiva militar norte-americana contra o Irã ainda não atingiu seu ponto máximo e que uma nova fase de ataques deve ocorrer nos próximos dias.

Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda não chegou. A grande onda de ataques ainda está por vir”, disse Trump.

A declaração ocorre após militares dos Estados Unidos e de Israel iniciarem, no sábado (28), a maior ofensiva já registrada contra o território iraniano. A operação resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

Em entrevista à CNN Internacional, Trump afirmou que as forças armadas norte-americanas estão “dando uma surra” no Irã e indicou que a campanha militar deve ter duração limitada.

Não quero que se prolongue muito. Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma.”

Retaliação iraniana

O presidente norte-americano disse ter sido surpreendido pela resposta militar do Irã contra países árabes da região, mas garantiu que os Estados Unidos manterão o controle da situação.

Dissemos a eles (países árabes): ‘Nós damos conta disso’. Mas agora eles querem lutar e estão lutando agressivamente. Eles iriam se envolver muito pouco, e agora insistem em se envolver”, afirmou.

Desde o início da escalada do conflito, ataques iranianos atingiram ao menos oito países: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. As ações deixaram ao menos cinco mortos — três nos Emirados Árabes Unidos, um no Kuwait e um no Bahrein.

Liderança iraniana atingida

Durante a entrevista, Trump afirmou que um ataque norte-americano teve como alvo uma reunião de integrantes da liderança iraniana. Segundo ele, dezenas de autoridades estavam reunidas no local atingido.

“Achavam que eram indetectáveis, e não eram. Ficamos chocados com isso. Quarenta e nove pessoas (da liderança iraniana). Foi um ataque incrível”, disse.

O presidente afirmou ainda que entre os mortos estavam nomes considerados possíveis sucessores de Ali Khamenei, morto aos 86 anos.

“Esses eram os líderes, e alguns estavam sendo considerados”, declarou. Segundo Trump, a situação interna do país permanece incerta. “Eles (iranianos) não sabem quem está liderando. É um pouco como uma fila de desemprego.”

Trump também afirmou que os Estados Unidos tentaram negociar com o governo iraniano antes da escalada militar. “Não conseguimos fazer um acordo com essas pessoas”, disse.

Resposta do Irã

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não pretende retomar negociações com Washington. Em publicação na rede social X, declarou: “Não negociaremos com os Estados Unidos”.

Larijani acrescentou que “a ilusão de Trump arrastou toda a região para uma guerra desnecessária e agora ele está, com razão, preocupado com mais baixas americanas”.

Campanha militar de longo prazo

Trump afirmou que os ataques recentes fazem parte de uma estratégia mais ampla contra o regime iraniano, citando ações anteriores conduzidas pelos Estados Unidos.

“Eliminamos Soleimani (major-general iraniano Qasem Soleimani) da última vez. Ele era um general incrivelmente violento e cruel”, disse, em referência à operação realizada em 2020.

“Se isso não tivesse acontecido, talvez você não tivesse Israel hoje. Israel poderia não existir”, complementou.

O presidente também mencionou a Operação Martelo da Meia-Noite (Midnight Hammer), realizada em junho do ano passado contra instalações nucleares iranianas. “Eles estavam a um mês de ter uma arma nuclear”, afirmou.

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