Dois policiais militares e um policial civil estão entre os seis homens presos durante operação da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) que apreendeu 77 barras de ouro avaliadas em R$ 45 milhões. A ação ocorreu na noite de quarta-feira (29/10), no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul de Manaus, e contou com 250 viaturas em toda a cidade.
De acordo com a PMAM, a equipe da Rocam recebeu uma denúncia anônima informando que suspeitos armados e com balaclava teriam invadido uma residência na rua Michel Fokine.
“A Rocam recebeu a denúncia de que uma família estava sendo feita refém na residência e durante a abordagem foram identificados que três policiais, sendo dois militares e um civil, que estavam de folga, e que um dos indivíduos, um venezuelano, dono da residência, estavam em posse de 77 barras de ouro, totalizando 72,5 kg”, disse o comandante-geral da PMAM, coronel Klinger Paiva.

De acordo com o comandante Paiva, os policiais militares e civil envolvidos na ocorrência e todo o material foram levados para a sede da Polícia Federal. “Esses policiais vão passar pelo processo legal e estamos trabalhando com todos os rigores da lei para darmos uma resposta à altura”, explicou.
Apreensão
Além das barras de ouro, foram apreendidas cinco armas de fogo, sendo uma carabina de calibre 9mm, três pistolas de calibre 9mm e uma pistola de calibre 40; 132 munições de calibres 9mm e 40, dois coletes balísticos, oito aparelhos celulares, dois carros, uma algema, um coldre velado e a quantia de R$ 2.150 em espécie e cinco dólares.

O comandante da Rocam, tenente-coronel PM Renan Carvalho, deu detalhes de como ocorreu a dinâmica da ação criminosa. “Na residência, encontramos a família no chão, na garagem. Fomos recebidos pelo policial civil e os dois policiais militares estavam na residência. Feita revista na casa, encontramos algumas barras de ouro na sala e um local onde as barras de ouro seriam escondidas, que era no tanque de um dos veículos que seria usado para transportar essas barras”, explicou.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), delegado Guilherme Torres, afirmou que um inquérito policial deve ser instaurado pela Polícia Federal. “A PF vai instaurar um inquérito para verificar a participação de outros possíveis servidores nesse esquema ilegal de venda de ouro. Acionamos imediatamente à Corregedoria, que está tomando as providências”, disse.




