A tosse seca e a dor no peito estão entre os sintomas que podem aparecer em casos de câncer de pulmão, mas não significam, sozinhos, que uma pessoa tenha a doença. Especialistas ouvidos pelo UOL destacam que a tosse é um sintoma frequente de diversas condições respiratórias e que o mais importante é observar mudanças no padrão e a persistência dos sinais.
Em fumantes e ex-fumantes, por exemplo, uma tosse que se torna mais frequente ou intensa, ou que passa a apresentar novos sintomas, merece investigação. Outros sinais de alerta incluem tosse com sangue, rouquidão, perda de peso sem explicação e cansaço persistente. O câncer de pulmão pode permanecer silencioso nas fases iniciais, o que dificulta a identificação precoce.
O principal fator de risco é o tabagismo, responsável por cerca de 85% dos casos. Ainda assim, pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver a doença, especialmente quando existem outros fatores de risco, como doenças pulmonares crônicas e exposição a determinadas substâncias.
A investigação depende da avaliação médica e pode incluir exames de imagem. Para grupos de maior risco, a tomografia computadorizada de baixa dose é utilizada no rastreamento, especialmente em pessoas acima de 50 anos com histórico significativo de tabagismo. O tratamento varia conforme o tipo e o estágio do tumor e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo ou imunoterapia.
Por isso, sintomas respiratórios persistentes não devem ser automaticamente associados ao câncer, mas também não devem ser ignorados. A mudança no padrão da tosse, dor persistente ou o surgimento de sinais como sangue no escarro são motivos para procurar avaliação médica.
