A semana política em Manaus, entre os dias 2 e 5 de março, marcou uma reconfiguração relevante no tabuleiro eleitoral do Amazonas após o anúncio do governador Wilson Lima (União Brasil) de que permanecerá no cargo até o fim do mandato, em janeiro de 2027. A decisão, que frustrou expectativas de uma candidatura ao Senado, alterou o cálculo das principais lideranças locais e abriu espaço para novas composições visando a disputa pelo Governo do Estado em 2026.
Nos bastidores, a permanência de Wilson fortaleceu a pré-candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao governo e reacendeu conversas sobre alianças com grupos que orbitam a atual base do governo estadual. A movimentação ganhou visibilidade após encontros públicos que reuniram Wilson, Omar e o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil), apontado tanto como possível vice quanto como alternativa ao Senado dentro da mesma engrenagem política.
Paralelamente, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), mantém articulações próprias e já é citado como potencial candidato ao governo, o que amplia o cenário de disputa dentro do campo político que tradicionalmente dividia alianças nas eleições estaduais. O rompimento político entre David e o vice-governador Tadeu de Souza (Progressista), confirmado recentemente, também sinaliza a fragmentação de um grupo que esteve unido na eleição de 2022.
Na prática, o que se observa é uma corrida antecipada pela montagem de chapas competitivas. Com Wilson fora da disputa majoritária, as forças políticas passaram a reorganizar apoios e testar composições capazes de disputar o governo em um cenário que tende a polarizar entre grupos já consolidados e novos projetos eleitorais.
