Polícia

Suspeita de se passar por pastora é presa após golpes em idosas

Investigada teria causado prejuízo superior a R$ 57 mil ao induzir vítimas a transferências via Pix com falsa história de ajuda a noivo estrangeiro

Escrito por Redação
3 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução

Uma mulher de 57 anos foi presa preventivamente em Manaus, na segunda-feira (2/2), suspeita de extorquir duas idosas, de 79 e 87 anos, no Pará. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa Idosa (DECCI), em conjunto com a Polícia Civil do Pará (PCPA). Segundo a investigação, os prejuízos às vítimas ultrapassam R$ 57 mil.

A suspeita estava foragida do Pará e foi localizada em uma residência alugada no bairro Nova Cidade, na zona norte de Manaus, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido.

De acordo com a delegada Mayara Magna, que responde pela DECCI, a investigada se apresentava como pastora e explorava a fé das vítimas — ambas paraenses e evangélicas — para obter vantagens financeiras ilícitas.

Ela se aproveitava da boa-fé das idosas para induzi-las a realizar transferências via Pix, alegando que poderiam ‘ir para o inferno’ caso não ajudassem financeiramente. O dinheiro seria destinado, supostamente, a um noivo estrangeiro que estaria preso. A partir das investigações, foi verificado que ela estava escondida em Manaus”, explicou.

A delegada Rosanna Barbosa, da Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa (DPID) da PCPA, informou que as apurações começaram em 2024, após familiares de uma das vítimas denunciarem o caso.

“As vítimas chegaram a comprometer significativamente seus recursos financeiros, passando a enfrentar dificuldades econômicas. Os familiares perceberam comportamentos atípicos, como pedidos constantes de dinheiro a conhecidos e a realização de empréstimos em valores elevados”, relatou.

As investigações apontam que a idosa de 79 anos transferiu cerca de R$ 32 mil à suspeita, enquanto a vítima de 87 anos repassou aproximadamente R$ 25 mil. Em um dos episódios, a mulher orientou uma das idosas a apagar as conversas mantidas entre ambas, com o objetivo de ocultar provas.

As apurações continuam para identificar o destino dos valores e verificar se o suposto parceiro estrangeiro existe ou se foi utilizado apenas como pretexto para a prática criminosa. A investigada responderá por extorsão qualificada, passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Matérias relacionadas