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Sindicato ameaça greve dos ‘Amarelinhos’ em Manaus por falta de repasse de subsídio

Os amarelinhos funcionam como alternativa ao sistema convencional de transporte coletivo; Paralisação depende da reunião com o IMMU nesta terça-feira (12)

Escrito por Laura Souza
12 de maio de 2026
Foto: Divulgação/IMMU

Permissionários do transporte complementar de Manaus, conhecidos popularmente como “amarelinhos”, ameaçam paralisar as atividades a partir do dia 18 deste mês caso não avancem as negociações com o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Segundo o Sindicato das Cooperativas e Permissionários do Transporte Alternativo e Complementar, cerca de 320 veículos podem deixar de circular na capital.

De acordo com o presidente da categoria, José Silva, conhecido como “Bala”, a principal reivindicação é a implantação de um subsídio semelhante ao concedido às empresas de ônibus do transporte coletivo convencional. “A nossa reivindicação é sobre um subsídio, porque trabalhamos praticamente de graça no sistema. Transportamos idosos, estudantes e gratuidades diariamente”, afirmou.

O presidente declarou ainda que benefício já estaria previsto no contrato firmado durante o processo de licitação do serviço. “A nossa licitação já foi com o propósito de nos subsidiar. Isso já existe no contrato, no edital de convocação. Está tudo previsto lá, mas eles não querem cumprir essa parte”, afirmou.

Segundo o representante, os permissionários alegam enfrentar dificuldades financeiras para manter as atividades e renovar a frota dentro das exigências previstas pelo próprio sistema. “A gente carrega 200 pessoas e 100 vão de graça. Estamos pagando para trabalhar. Não temos mais condições de sobreviver com esse valor da passagem”, disse.

Ainda de acordo com o presidente, uma planilha técnica com os custos operacionais do sistema será apresentada durante reunião marcada com o IMMU nesta terça-feira (12). O encontro deve discutir as reivindicações e tentar evitar a paralisação.

Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio do IMMU, informou que até o momento não foi oficialmente notificada sobre qualquer paralisação envolvendo o sistema de transporte complementar da capital.

O instituto confirmou que uma reunião foi agendada com representantes da categoria para discutir as demandas apresentadas e buscar uma solução consensual. “O IMMU segue acompanhando o tema de forma técnica e institucional, mantendo o diálogo aberto com os representantes do setor, com foco na continuidade e regularidade do serviço prestado à população”, informou o órgão.

Os “amarelinhos” atuam principalmente em áreas periféricas da capital e funcionam como alternativa ao sistema convencional de transporte coletivo. Caso a paralisação seja confirmada, milhares de usuários podem ser afetados.

Até o momento, a categoria aguarda o resultado da reunião antes de definir oficialmente os próximos passos do movimento.

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