Manaus registrou aumento de 37,5% na média mensal de casos de sífilis congênita, infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto. Segundo dados divulgados pela Prefeitura, as confirmações passaram de 24 para 33 por mês. Entre janeiro e 10 de setembro, a capital também contabilizou mais de 2,9 mil diagnósticos de sífilis em adultos, dos quais mais de 1,6 mil ocorreram em gestantes.
A sífilis é uma infecção bacteriana transmitida principalmente por relações sexuais sem proteção e pode permanecer sem sintomas por longos períodos. Quando não diagnosticada e tratada durante a gravidez, aumenta o risco de transmissão para o bebê. A sífilis congênita pode provocar complicações graves, como aborto espontâneo, parto prematuro, alterações ósseas, problemas neurológicos, cegueira, surdez e até morte.
A principal estratégia de prevenção é o acompanhamento adequado durante o pré-natal. O Ministério da Saúde recomenda a testagem da gestante na primeira consulta, preferencialmente no primeiro trimestre, novamente no terceiro trimestre e no momento do parto ou em casos de aborto. Diante de resultado positivo, o tratamento da gestante e das parcerias sexuais é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e evitar reinfecção.
Durante o Outubro Verde, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da sífilis, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) reforça a oferta de testes rápidos. O exame é gratuito pelo SUS, realizado a partir de uma pequena amostra de sangue e disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas unidades móveis da Carreta da Mulher.
O alerta é reforçado pelo fato de muitos recém-nascidos infectados não apresentarem sintomas imediatamente após o nascimento. Quando a sífilis congênita é confirmada, a criança precisa receber tratamento e acompanhamento pela rede de saúde para prevenir possíveis complicações.
