Moradores da Rua do Açaizeiro, no bairro Grande Vitória, zona Leste de Manaus, convivem há anos com uma via tomada por buracos, lama e desníveis. Segundo a comunidade, a espera por uma solução já dura mais de seis anos e, enquanto o asfalto não chega, os problemas continuam fazendo parte da rotina de quem precisa passar pelo local.
O técnico de manutenção Clebson Moreira afirma que a situação se arrasta há anos e critica a falta de intervenção na rua. Segundo ele, a comunidade atravessou duas gestões municipais de David Almeida (Avante) sem ver o problema ser resolvido.
“Foi praticamente dois mandatos do prefeito e não foi feito nada para atender a nossa rua. E a gente está nessa situação aqui”, afirmou.
Clebson também relata que as condições da via já dificultaram o acesso de uma ambulância quando precisou levar a mãe, que estava doente, ao hospital. Segundo ele, veículos maiores também enfrentam dificuldades para trafegar pelo local, incluindo o caminhão responsável pela coleta de lixo, que quase tombou em um dos trechos.
Chuva aumenta risco de quedas
Em dias de chuva, os problemas se tornam ainda mais evidentes. A água se acumula nos trechos irregulares, formando lama e deixando o caminho escorregadio. A operadora de máquina Ana Paula da Silva conta que já quase caiu enquanto carregava o filho, quando ainda se recuperava de uma cesariana.
“Quando chove, fica tudo molhado. É capaz de escorregar aqui. Eu quase caio quando estava com meu bebê. Ainda estava com a cesárea”, relatou.
A situação preocupa especialmente idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. A aposentada Maria Raimunda de Oliveira afirma que caminhar pela região se tornou uma tarefa difícil, principalmente porque os veículos ocupam parte do espaço disponível.
“Eu sou idosa, eu vou para a igreja, a gente vai caindo, porque os carros estão tudo no meio. A gente não tem mais por onde passar”, afirmou.
Moradores tentam amenizar os buracos
Diante da demora por uma intervenção, os próprios moradores tentam encontrar alternativas para melhorar as condições da rua. Uma delas é colocar cascalho nos pontos mais críticos.
O operador de máquinas Anderson Freitas afirma que já ajudou a espalhar o material, mas a tentativa não resolve o problema por muito tempo.
“Eu ajeitei o cascalho aqui, tentei minimizar, mas quando chove o cascalho vai para lá. A água arrasta e fica ruim para todo mundo passar”, explicou.
De acordo com os moradores, outras ruas da região já receberam pavimentação, enquanto a Rua do Açaizeiro permanece sem asfalto. Para a comunidade, a diferença aumenta a sensação de abandono e reforça a cobrança por uma solução definitiva.
Enquanto aguardam uma obra, os moradores continuam enfrentando buracos, lama e desníveis para entrar e sair de casa. A preocupação não é apenas com o conforto, mas também com a segurança de quem precisa circular pela rua diariamente e com a possibilidade de veículos de emergência conseguirem chegar ao local quando forem necessários.
A reportagem solicitou posicionamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) sobre as condições da Rua do Açaizeiro e questionou se há previsão de vistoria, recuperação da via ou execução de obras de pavimentação. Até a publicação desta matéria, não houve resposta.
