Após a inauguração da roda-gigante instalada no Complexo Turístico da Ponta Negra, realizada pelo prefeito David Almeida (Avante) na quinta-feira (20/11), a população reagiu com surpresa aos valores cobrados para acessar a atração, considerada um dos principais destaques da programação natalina deste ano.
De acordo com um vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) afirmou que a instalação da estrutura não gerou despesas aos cofres públicos, por se tratar de um empreendimento privado. Além disso, ressaltou que os ingressos seriam acessíveis ao público.
Entretanto, os valores divulgados pela empresa responsável pela operação da roda-gigante foram recebidos com expectativa e, para muitos visitantes, ficaram acima do que imaginavam inicialmente. Segundo a operadora, os preços praticados serão:
- Ingresso inteiro: R$ 40
- Meia-entrada: R$ 20 (válida para estudantes, idosos e pessoas com deficiência, mediante apresentação de documento)
- Taxa de conveniência para compras online:
– R$ 6 sobre o ingresso inteiro (valor final: R$ 46)
– R$ 3 sobre a meia-entrada (valor final: R$ 23)
Empresa contratada
Informações da Receita Federal revelam que a empresa J. P. Diversões LTDA, responsável pela marca Wheel Manaus, foi criada recentemente, na terça-feira (18/11). O único sócio administrador é Jean Marcos Praia Rocha, diferente dos proprietários da H. M. Diversões Ltda., empresa mencionada no termo de cessão firmado com a prefeitura.
Apesar de não constar no documento oficial, a Wheel Manaus foi quem iniciou, há dois dias, a divulgação nas redes sociais da arte publicitária com informações sobre a venda de ingressos para a roda-gigante.

Outro ponto observado é que ambas as empresas registram o mesmo endereço: Avenida Autaz Mirim, nº 6.798, no bairro São José Operário, zona Leste, localização próxima ao parque de diversões. O compartilhamento do endereço sugere que as duas companhias podem operar a partir do mesmo espaço físico.

Gestão municipal emite nota
Em nota, a Prefeitura de Manaus ressaltou que a instalação da roda-gigante na Ponta Negra seguiu todos os trâmites legais, com processo administrativo, laudos técnicos e autorização baseada em um Termo de Cessão de Uso Oneroso firmado com a empresa H. M. Diversões Ltda., vigente desde 2011.
Além disso, segundo a nota, todos os trâmites legais foram devidamente cumpridos. A gestão ressalta que cabe ao município autorizar, vistoriar e garantir que o equipamento atenda às exigências técnicas e de segurança. A prefeitura também reforçou que a atração comercial está sujeita à cobrança de outorga onerosa, assim como ocorre com outras atividades permissionadas no complexo turístico.

