O governador Roberto Cidade reuniu, nesta quarta-feira (14/10), representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário e de órgãos de controle do Amazonas para discutir o fortalecimento das ações de combate às queimadas e à estiagem. Durante o encontro, realizado na sede do Governo do Estado, foram apresentados os resultados das operações em andamento e as medidas previstas para reduzir os impactos ambientais e os riscos à saúde da população.
“Prestamos contas do que já estamos fazendo no combate às queimadas e informamos o que vamos fazer também nos próximos dias. É dessa forma que vamos continuar conduzindo, com união, diálogo e respeito à população do Amazonas”, afirmou Roberto Cidade. O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes, destacou a importância da articulação institucional diante de uma crise que afeta diferentes setores da sociedade. Também participaram representantes da Assembleia Legislativa (Aleam), do Tribunal de Contas (TCE-AM), do Ministério Público (MP-AM) e da Defensoria Pública (DPE-AM).
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), entre 1º de junho e 12 de outubro foram registradas 3.575 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais, além do combate a 21.766 focos de incêndio, sendo 4.532 em Manaus e 17.234 no interior. Aproximadamente mil profissionais, entre bombeiros e brigadistas, participam das operações. Durante a reunião, o comandante da corporação, coronel Orleilso Muniz, também apresentou investimentos em equipamentos, viaturas e ampliação da estrutura operacional.
Entre as medidas adotadas pelo governo está o Decreto nº 55.751, publicado em 10 de outubro, que declarou situação de emergência por 180 dias nas áreas atingidas por incêndios florestais. O estado também mantém restrições ao uso do fogo por 120 dias, conforme o Decreto nº 55.339, além de ações previstas no Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ), voltadas à prevenção, ao monitoramento e à recuperação ambiental.
A estiagem também agrava o cenário no Amazonas. Conforme atualização divulgada em 13 de outubro, 32 municípios estão em situação de emergência, 15 em alerta e outros 15 em atenção. Nenhuma cidade apresenta condições de normalidade. Diante desse quadro, o governo busca ampliar a cooperação entre as instituições para acelerar as respostas à crise ambiental.
