A primeira semana à frente do Governo do Amazonas foi mais do que simbólica para Roberto Cidade (União Brasil). Em caráter interino, o presidente da Assembleia Legislativa assumiu o cargo sob expectativa elevada e respondeu com uma agenda marcada por decisões rápidas e foco em áreas estratégicas.
Em sete dias, a gestão concentrou esforços em setores considerados críticos, como educação, saúde e assistência social. Na educação, um impasse envolvendo o plano de saúde dos servidores foi resolvido antes de evoluir para uma possível paralisação, evitando desgaste e interrupções no serviço.
Na saúde, a entrega de equipamentos reforçou unidades hospitalares, enquanto um mutirão garantiu atendimento a mais de 1,2 mil pessoas, com oferta de consultas especializadas e distribuição de óculos de grau. As ações buscaram ampliar o acesso e reduzir demandas reprimidas.
Na área social, a inauguração de um centro voltado a jovens com autismo destacou uma política direcionada a públicos específicos. Em paralelo, medidas administrativas reforçaram o discurso de transparência, como a suspensão de contratos e pagamentos ligados a empresas de sua família e a decisão de não acumular salários durante o período de interinidade.
Embora o tempo ainda seja curto para avaliações definitivas, o início da gestão indica um perfil voltado à execução: menos retórica, mais decisões e entregas em curto prazo, com ênfase no diálogo e na resposta imediata a demandas sensíveis.
