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Amazônia

Rio Negro chega à terceira menor cota da história, com 13,91m

Já são mais de 397 mil pessoas afetadas pela seca, cerca de 97 mil famílias

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October 13, 2023
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A Sexta-feira 13 começou com um medo entre os amazonenses: o Rio Negro registrou 13 metros e 91 centímetros, o que representa a terceira maior estiagem da história do Amazonas. O fenômeno tem assustado a população, em especial os moradores de flutuantes da Marina do Davi, que têm receio do agravo de prejuízos financeiros e na saúde que a seca vem ocasionando.

Conforme informações do boletim da Defesa Civil do Amazonas, já são mais de  392 mil pessoas afetadas até o momento, cerca de 97 mil famílias. De acordo com ‘Dona Maria’, de 75 anos, moradora da Marina do Davi, no bairro Tarumã, a seca é uma das piores que já enfrentou, vivendo há 40 anos em seu flutuante. 

“Está muito modificado, tá muito difícil, dificultoso, porque essa fumaça, essa seca, nós estamos aqui imprensados, vendo a hora ficar em terra e não ter onde morar e ficou pensando: pra onde que vou morar?”, disse Dona Maria.

A moradora informou, ainda, que a estiagem está trazendo medo a todos os moradores da Marina do Davi, por questões de saúde e porque o sustento de muitos deles é o turismo e a pesca, que com a seca intensa é impossível retirar o próprio sustento do rio. 

“Sem água nós não temos o pescado e fica difícil, tá difícil”

Maria ressaltou que, além da dificuldade de alimentação, ela fica preocupada com sua saúde, já que idosos fazem parte do grupo de riscos e a fumaça tem tomado conta do lugar em que vive há 40 anos.

A marca histórica do rio nesta sexta está atrás apenas das cotas mínimas de 1963 e 2010. No entanto, com a permanência do verão amazônico, a previsão é que esse registro seja superado durante a próxima semana.

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