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Relatório revela redução de 51% em violência contra jornalistas após governo Bolsonaro

Pesquisa revelou ainda que casos de descredibilização da imprensa diminuiu em 91,95%

Escrito por
Thiago Freire
January 26, 2024
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A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou seu Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa, revelando uma redução significativa de 51,86% nos casos de violência em 2023 em comparação com o ano anterior. O total de ocorrências foi de 181.

Mudanças políticas, incluindo queda na categoria "descredibilização da imprensa" após o governo Bolsonaro, foram fatores decisivos para essa redução, conforme explicou a presidenta da Fenaj, Samira de Castro. O foco nesse tipo de estratégia diminuiu em 91,95%, contribuindo para a diminuição geral dos casos.

Em 2023, os tipos de agressão líderes não incluem mais "descredibilização da imprensa" e "censura" entre os cinco principais. A lista é agora liderada por:

  • Ameaças, hostilizações e intimidações (42 casos);
  • Agressões físicas (40);
  • Agressões verbais e ataques virtuais (27);
  • Cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais (25);
  • Impedimentos ao exercício profissional (13).

Apesar da queda geral, o relatório destaca preocupações específicas, como o aumento de 92,31% em ações judiciais para cercear a liberdade de imprensa e um aumento de 266,67% em ataques contra sindicatos e sindicalistas.

PRINCIPAIS AGRESSORES

Os principais agressores identificados incluem:

  • Políticos, assessores e parentes (44 casos);
  • Manifestantes de extrema-direita (29);
  • Populares (17);
  • Policiais civis e militares (14);
  • Dirigentes, jogadores e torcedores de futebol (11).

A análise por gênero mostra que, dos 181 casos, 179 envolveram jornalistas do sexo masculino, 66 do sexo feminino, enquanto 17 não se identificaram. Apesar disso, a presidenta da Fenaj destaca que o relatório não inclui casos de assédio sexual e moral, questões cotidianas para as mulheres jornalistas.

A distribuição geográfica dos casos revela, ainda, a seguinte ordem: Sudeste (47), Nordeste (45), Centro-Oeste (40), Sul (30) e Norte (19). Analisando por estados e unidades federativas, Distrito Federal (21), São Paulo (21), Mato Grosso do Sul (19), Rio de Janeiro (19) e Rio Grande do Sul (12) lideram em número de ocorrências.

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