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Ramagem guardava celular e computador da Abin, dois anos após deixar cargo de diretor

Ramagem é investigado por possível espionagem de opositores do governo Bolsonaro

Escrito por
Thiago Freire
January 26, 2024
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A Polícia Federal revela que o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, reteve um telefone celular e um notebook que pertenciam à agência mesmo após seu desligamento do órgão. Esses equipamentos foram apreendidos durante a operação de busca e apreensão realizada em endereços ligados a Ramagem.

As investigações levantam suspeitas sobre possível uso indevido dos aparelhos por parte de Alexandre, especialmente considerando a função estratégica da Abin na coleta de informações sensíveis para o Estado brasileiro.

A Abin argumenta que Ramagem perdeu o acesso ao sistema da agência quando deixou o cargo em março de 2022 para concorrer à Câmara dos Deputados, onde se elegeu Partido Liberal (PL).

Além dessa questão, Alexandre Ramagem é alvo de uma investigação que apura o suposto uso ilegal da Abin para monitorar diversas autoridades, pessoas envolvidas em investigações e opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A suspeita inclui o uso do software "First Mile", ferramenta de geolocalização que possibilita o rastreamento das movimentações de pessoas através de seus celulares.

A operação "Vigilância Aproximada", autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, busca esclarecer a extensão do suposto uso indevido da Abin durante o período em que Ramagem a chefiava. Na decisão, Moraes menciona "contrainteligência ilícita" realizada por policiais sob a direção de Alexandre Ramagem.

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