Saúde

Queda de testosterona após os 40 pode afetar energia, libido e saúde emocional, alerta urologista

Especialista explica sintomas, diagnóstico e tratamento da deficiência hormonal que pode comprometer a disposição, a saúde emocional e a vida sexual masculina

Escrito por Redação
22 de fevereiro de 2026
De acordo com urologista Giuseppe Figliuolo, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são determinantes para preservar a saúde física, emocional e sexual ao longo do envelhecimento masculino. Foto: Divulgação

A redução gradual dos níveis de testosterona faz parte do processo natural de envelhecimento masculino, mas, em alguns casos, pode provocar impactos significativos na qualidade de vida. A condição, conhecida como deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM), tende a se tornar mais frequente a partir dos 50 anos, embora possa começar a se manifestar ainda na faixa dos 40.

De acordo com o cirurgião urologista Giuseppe Figliuolo, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a testosterona exerce funções essenciais no organismo masculino, influenciando diretamente a libido, a massa muscular, a densidade óssea, a produção de espermatozoides, a disposição física e o equilíbrio emocional.

“Com o avanço da idade, sua produção tende a diminuir naturalmente. No entanto, em alguns homens, essa queda pode ser acentuada e provocar sintomas relevantes”, afirma o especialista.

Foto: Reprodução

Sintomas vão além da vida sexual

Entre os sinais mais comuns associados à queda hormonal estão redução do desejo sexual, disfunção erétil, fadiga persistente, perda de massa muscular e aumento da gordura corporal, especialmente na região abdominal. Alterações de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de memória recente e sintomas depressivos também podem estar relacionados ao quadro.

“Também pode ocorrer redução da densidade óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas, o que requer um alerta constante”, acrescenta.

Embora o declínio hormonal esteja ligado ao envelhecimento, a presença desses sintomas não deve ser tratada como algo inevitável. Segundo o urologista, é fundamental buscar avaliação médica para investigação adequada, já que outras condições de saúde — como diabetes, obesidade, distúrbios da tireoide, apneia do sono e o uso de determinados medicamentos — também podem interferir nos níveis de testosterona.

“A recomendação é procurar um urologista ao notar queda persistente da libido, dificuldade de ereção, fadiga constante, perda de massa muscular ou mudanças importantes no humor e na disposição. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e exames laboratoriais que medem os níveis de testosterona no sangue”, explica.

Tratamento exige acompanhamento médico

Nos casos em que a deficiência hormonal é confirmada, o tratamento pode incluir reposição de testosterona, indicada de forma individualizada e sob acompanhamento médico. A terapia pode ser administrada por meio de aplicações injetáveis, géis transdérmicos ou implantes hormonais.

Além da abordagem medicamentosa, mudanças no estilo de vida são apontadas como aliadas no controle do quadro. Prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso, qualidade do sono e redução do consumo de álcool contribuem para a manutenção dos níveis hormonais e para a saúde geral.

Segundo o especialista, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são determinantes para preservar a saúde física, emocional e sexual ao longo do envelhecimento masculino.

Matérias relacionadas