Meio Ambiente

Qualidade da água do rio Tarumã-Açu é testada por Ipaam e UEA

Os dados da análise serão divulgados no dia 12 de agosto, em evento aberto a órgãos públicos e sociedade civil no auditório do CMAAP, em Manaus

Escrito por Redação
9 de agosto de 2025
Foto: Divulgação/Ipaam

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) apresentarão no próximo dia 12 de agosto os resultados da mais recente análise da qualidade da água do Rio Tarumã-Açu. O evento acontece no auditório do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP) e é aberto a órgãos públicos, instituições de controle e à sociedade civil.

A coleta e análise dos dados ocorreram na quinta-feira (7/8), como parte do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM). O objetivo é levantar informações atualizadas sobre a situação ambiental do Tarumã-Açu, um dos rios mais utilizados para lazer e instalação de flutuantes na capital amazonense.

“Preservar o Tarumã é proteger não só o meio ambiente, mas também a saúde pública e o direito de todos a um ambiente equilibrado”, afirmou o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço. 

Foto: Divulgação Ipaam 


O Índice de Qualidade da Água (IQA) é o principal parâmetro analisado, composto por nove indicadores, como coliformes fecais, pH, oxigênio dissolvido e turbidez. De acordo com o pesquisador Rafael Lopes, doutor em Biotecnologia, quando o IQA está abaixo de 50, já há um sinal de alerta quanto à adequação da água para uso humano.

“O IQA é uma nota de zero a 100, e quando esse valor fica abaixo de 50, já é sinal de alerta para o uso humano da água”, destacou o especialista. 

A iniciativa também visa subsidiar políticas públicas e medidas de gestão ambiental. Segundo o gerente de Recursos Hídricos do Ipaam, Daniel Nava, os dados servirão de base para o Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu, que está em desenvolvimento. Nava destacou que, em 2023, os resultados indicaram perda significativa da qualidade da água, o que levou à suspensão do licenciamento de novos flutuantes na região.

Um dos fatores agravantes apontados pelos pesquisadores é a ausência de um Plano Diretor de Saneamento em Manaus, o que contribui para o lançamento de esgoto não tratado em igarapés que deságuam no Tarumã-Açu. Essa situação compromete a balneabilidade do rio, tornando alguns trechos impróprios para banho.

“O igarapé hoje traz todo esse aporte para o Tarumã, que vai perdendo a capacidade de depuração. Isso compromete a balneabilidade em vários trechos, tornando a água imprópria para banho”, reforçou.

Após a exposição, o relatório será encaminhado a órgãos de controle ambiental, de Justiça, à Prefeitura de Manaus, à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) e ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA), entre outros. 

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