Anunciado como solução para reduzir a fila de cirurgias eletivas em Manaus, o primeiro Hospital-Dia municipal segue apenas no campo das promessas. A unidade, defendida pelo prefeito David Almeida (Avante) como prioridade da gestão, tinha previsão de início das obras no segundo semestre de 2025, mas, até o momento, não saiu do planejamento.
O projeto foi apresentado com destaque ainda durante o período eleitoral, com a proposta de realizar cirurgias de pequena e média complexidade, desafogando a rede estadual e reduzindo o tempo de espera de pacientes cadastrados no Sistema de Regulação (Sisreg). A expectativa era que um investimento estimado em R$ 15 milhões viabilizasse rapidamente a implantação da nova estrutura.

No entanto, o cronograma não se concretizou. Apesar de anúncios sucessivos desde 2023 e da promessa pública de início das obras em 2025, não há estrutura física construída nem previsão concreta para o começo dos trabalhos. A dependência da rede estadual e de serviços terceirizados continua sendo a principal alternativa para quem aguarda cirurgia na capital.
Usuários do sistema público de saúde apontam que a demora agrava a sobrecarga existente e prolonga o sofrimento de pacientes que aguardam procedimentos considerados simples, mas essenciais para a qualidade de vida.
Enquanto o Hospital-Dia não avança, a promessa feita pelo prefeito permanece sem cumprimento, transformando o projeto que antes era apresentado como um marco para a saúde municipal em mais um exemplo de obra anunciada e distante da realidade dos manauaras.
