Economia

Produção industrial brasileira cresce 1,8% em janeiro e registra maior alta em mais de um ano

Resultado divulgado pelo IBGE reverte parte das perdas do fim de 2025 e interrompe sequência recente de queda na comparação anual

Escrito por Redação
7 de março de 2026
Números mostram o bom momento da indústria neste início de ano Foto: Reprodução

A produção industrial brasileira avançou 1,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, registrando o melhor desempenho mensal desde junho de 2024, quando o setor havia crescido 4,4%. O resultado marca uma recuperação parcial das perdas acumuladas entre setembro e dezembro do ano passado.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Na comparação com janeiro de 2025, a indústria apresentou crescimento de 0,2%, interrompendo uma sequência de três meses consecutivos de retração na produção. No fim de 2025, o setor havia registrado quedas de -0,1% em dezembro, -1,4% em novembro e -0,5% em outubro.

Com o resultado positivo de janeiro, o nível de produção da indústria brasileira passou a ficar 1,8% acima do patamar registrado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Ainda assim, permanece distante do recorde histórico observado em maio de 2011, quando o setor atingiu crescimento de 15,3%.
Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o desempenho de janeiro ocorre após uma forte retração registrada no último mês de 2025.

“Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, explicou, em nota divulgada à imprensa pelo IBGE.

Apesar da melhora no início de 2026, o pesquisador aponta que fatores como a política monetária restritiva e os juros elevados continuam limitando o avanço da atividade industrial, ao dificultar o acesso ao crédito para investimentos.

O avanço de janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”, observou.


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