Política

Presa na Operação ‘Erga Omnes’, servidora da Prefeitura de Manaus continua recebendo salário

Caso de comissionada detida há mais de dois meses reacende debate após defesa pública feita por David Almeida à época da operação

Escrito por Redação
22 de abril de 2026
Prefeito defendeu servidora presa, que segue vinculada à gestão municipal - Foto: Reprodução

A permanência de uma servidora comissionada da Prefeitura de Manaus na folha de pagamento, mesmo após mais de 60 dias de prisão preventiva, reacendeu questionamentos sobre critérios administrativos e coerência institucional. O caso envolve Anabela Cardoso Freitas, presa durante uma operação policial que investigava suposta ligação com a organização criminosa Comando Vermelho.

À época da prisão, o prefeito David Almeida (Avante) adotou um discurso público de defesa da servidora. Em entrevistas e declarações repercutidas por veículos locais, o chefe do Executivo afirmou acreditar na inocência da assessora e chegou a dizer que não abandonaria “um soldado no campo de batalha”, além de garantir que a defenderia “até o fim do processo”.

Mesmo com a manutenção da prisão, decisões judiciais recentes negaram pedidos de liberdade, prolongando a detenção da investigada. Ainda assim, não há confirmação oficial de exoneração, o que levanta questionamentos sobre a continuidade do vínculo com o poder público em meio ao andamento do processo.

Especialistas em administração pública apontam que, embora a legislação permita afastamentos em determinadas circunstâncias, a manutenção de servidores presos pode gerar desgaste político e institucional, sobretudo quando há declarações prévias de apoio por parte de gestores. Para eles, o caso amplia, ainda, o debate sobre responsabilidade administrativa e limites entre presunção de inocência e gestão da coisa pública.

Matérias relacionadas