Eleições

Pesquisas eleitorais no Amazonas somam R$ 1,54 milhão em custos registrados até junho

Levantamentos de intenção de voto já contabilizam 22 registros na Justiça Eleitoral e mostram ampla variação de valores entre institutos no estado

Escrito por Redação
22 de junho de 2026
Pesquisas eleitorais registradas no Amazonas somam 22 levantamentos com custo total de R$ 1,54 milhão - Foto: TRE-RJ

Empresas especializadas registraram 22 pesquisas para levantamento de intenções de voto do eleitor do Amazonas na Justiça Eleitoral, até sexta-feira (19), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O custo total declarado desses levantamentos chega a R$1.540.000,00 (um milhão, quinhentos e quarenta mil reais).

Os valores individuais variam bastante: a pesquisa mais barata foi registrada por R$8.500,00, enquanto a mais cara atingiu R$337.730,00.

De acordo com a Justiça Eleitoral, pesquisas de intenção de voto são ferramentas importantes no processo eleitoral. Elas ajudam a orientar estratégias de campanhas e candidatos e, quando divulgadas, podem influenciar o comportamento do eleitor, além de indicar temas prioritários do debate público e a viabilidade de candidaturas.

O cenário nacional também mostra crescimento expressivo desse tipo de levantamento. Nas Eleições de 2024, houve recorde de pesquisas eleitorais, com cerca de 14 mil registros e gastos que somaram quase R$172 milhões, envolvendo disputas municipais para prefeitos e vereadores. Os principais contratantes foram veículos de comunicação, partidos políticos e empresas de publicidade.

Já para as Eleições Gerais de 2026, mesmo antes da votação em outubro, o sistema do TSE já contabiliza mais de 700 pesquisas registradas até maio, com investimentos que ultrapassam R$40 milhões, abrangendo disputas para presidente, governadores, senadores e deputados.

A realização de pesquisas eleitorais segue normas estabelecidas pela Resolução TSE nº 23.600/2019, atualizada recentemente pela Resolução nº 23.747/2026. O Ministério Público Eleitoral é responsável por fiscalizar o cumprimento das regras e evitar abusos.

Entre as novidades, passou a ser obrigatória a declaração formal do estatístico responsável pela pesquisa, incluindo vínculo com a empresa, garantia de auditoria dos dados e ciência sobre sanções em caso de irregularidades. Também foram reforçadas exigências sobre transparência metodológica e delimitação geográfica dos levantamentos.

As pesquisas podem ser realizadas a qualquer momento do ano eleitoral, desde que registradas no Sistema PesqEle do TSE até cinco dias antes da divulgação. O cadastro deve incluir informações sobre contratantes, origem dos recursos e metodologia utilizada.

Mesmo registradas, as pesquisas não têm divulgação obrigatória, e a Justiça Eleitoral não faz controle prévio dos resultados. Caso as regras sejam descumpridas, o levantamento é considerado irregular.

As mudanças mais recentes também ampliaram a identificação de quem financia as pesquisas, exigindo dados completos do responsável pelo pagamento e detalhamento da forma de pagamento. Além disso, empresas devem informar como será a quitação dos contratos e apresentar notas fiscais conforme os pagamentos forem realizados.

Quem descumpre as regras pode sofrer sanções severas. A divulgação de pesquisa fraudulenta é crime eleitoral, com pena de seis meses a um ano de prisão e multa que pode variar de R$53 mil a R$106 mil. O mesmo vale para pesquisas sem registro no TSE.

O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza consulta pública para verificar pesquisas registradas, contribuindo para a transparência do processo eleitoral e ajudando a combater a desinformação. Eventuais irregularidades podem ser denunciadas ao Ministério Público Eleitoral.

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