O Instituto Veritá passou a responder a uma nova ação na Justiça Eleitoral que questiona a regularidade da pesquisa eleitoral registrada sob o número AM-03497/2026, divulgada para a disputa ao Governo do Amazonas e ao Senado. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) determinou a preservação da documentação do levantamento e autorizou medidas de fiscalização solicitadas pela Federação União Progressista e pelo Partido Avante.
Registrada no sistema PesqEle em 30 de junho, a pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 5 de julho por meio da metodologia Unidade Automatizada de Respostas (IVR), em que os eleitores respondem ao questionário por telefone, sem a participação de entrevistadores. O levantamento ganhou repercussão por apresentar um cenário diferente da maioria das pesquisas divulgadas no mesmo período, colocando Maria do Carmo Seffair (PL) na liderança da corrida ao Governo do Amazonas, à frente de Omar Aziz (PSD). Para o Senado, o estudo apontou Capitão Alberto Neto (PL) à frente de Eduardo Braga (MDB).
Na ação apresentada ao TRE-AM, a Federação União Progressista alega que o instituto não teria complementado, dentro do prazo previsto na legislação eleitoral, informações obrigatórias sobre os bairros ou municípios pesquisados e sobre a composição final da amostra. Segundo o processo, a ausência desses dados dificultaria a verificação da distribuição geográfica das entrevistas.
Já o Partido Avante solicitou acesso aos microdados e aos documentos utilizados na elaboração da pesquisa para possibilitar uma auditoria técnica do levantamento.
Além desse processo, o Instituto Veritá também responde a outras ações relacionadas a pesquisas eleitorais realizadas no Amazonas. Uma delas foi apresentada pelo PSD, que aponta supostas inconsistências em outro levantamento, como registros repetidos nos microdados, divergências nas datas de coleta e na auditoria telefônica.
Em outra ação, o Partido Avante questiona a entrega dos dados da pesquisa AM-04742/2026 apenas em formato PDF e pede que os arquivos sejam disponibilizados em formato editável, permitindo uma auditoria estatística mais detalhada. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público Eleitoral (MPE).
A pesquisa AM-03497/2026 é uma das três que colocaram o Instituto Veritá no centro de disputas judiciais durante o processo eleitoral de 2026. Até o momento, o TRE-AM determinou apenas a preservação da documentação e a adoção de medidas de fiscalização. O mérito das alegações sobre a regularidade do levantamento ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
