Eleições

Personal é preso com R$ 70,8 mil, santinhos de Eduardo Assis e Adail Filho e listas de nomes em Manaus

Polícia Federal investiga suspeita de que dinheiro apreendido na véspera da eleição seria destinado à obtenção de votos; homem nega irregularidade

Escrito por Redação
4 de outubro de 2026
Dinheiro, materiais de campanha e listas com dados pessoais foram apreendidos durante abordagem em Manaus - Foto: Reprodução

Um personal trainer de 39 anos foi preso em flagrante na noite deste sábado (3), em Manaus, com R$ 70,8 mil em espécie, materiais de campanha dos candidatos a deputado estadual Dr. Eduardo Assis (Avante) e Adail Filho (MDB), além de listas com nomes, telefones e outros dados pessoais. A abordagem ocorreu no bairro São Jorge, zona Oeste da capital, na véspera do primeiro turno das Eleições 2026.

Durante a fiscalização, policiais encontraram pacotes de dinheiro, santinhos, cadastros e envelopes identificados com nomes e valores já separados. Um estudante de 22 anos que estava no veículo também foi conduzido, mas posteriormente liberado por não haver, segundo a investigação, indícios de participação nas condutas apuradas.

De acordo com relatório da Polícia Federal, o conjunto de elementos apreendidos indica a suspeita de que os valores seriam utilizados para distribuição de vantagens com objetivo de obtenção de votos. A PF ressaltou a relação entre o dinheiro, os materiais eleitorais, os cadastros encontrados e as circunstâncias da abordagem.

O personal negou qualquer irregularidade e afirmou que os R$ 70,8 mil pertenciam à sua empresa, provenientes de serviços prestados ao longo de cinco ou seis meses. Segundo ele, o dinheiro seria utilizado para pagar funcionários. O homem também declarou não ser filiado a partido nem trabalhar para candidatos, embora tenha admitido que amigos solicitaram apoio às candidaturas de Eduardo Assis e Adail Filho.

O celular do suspeito foi apreendido e a Polícia Federal solicitou, neste domingo (4), a quebra do sigilo dos dados do aparelho para aprofundar a investigação. A PF também apontou que os documentos encontrados não correspondiam a registros financeiros da empresa nem a comprovantes dos serviços indicados pelo personal como origem do dinheiro.

Matérias relacionadas