Ainda faltavam mais de três meses para o Natal quando os panetones começaram a aparecer nos supermercados de Manaus. Na rede Super Nova, os primeiros produtos chegaram às prateleiras no início de setembro, antecipando uma das temporadas mais importantes para o varejo e oferecendo aos consumidores mais tempo para comparar preços, experimentar sabores e planejar as compras de fim de ano.
A estratégia acompanha a força do produto no mercado brasileiro. Entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, a categoria movimentou R$ 1,36 bilhão, alta de 3,5% sobre a temporada anterior, segundo levantamento da Worldpanel by Numerator encomendado pela Abimapi. Apesar do aumento no faturamento, o volume vendido recuou 3,4%, para cerca de 50 mil toneladas, indicando maior participação de produtos diferenciados e de maior valor agregado.
Na última temporada, o panetone chegou a 63% dos lares brasileiros, enquanto 33,1% do volume comercializado foi destinado a presentes. Nas lojas de Manaus, a variedade já inclui desde versões de 80 gramas, encontradas a partir de R$ 11,99, até produtos maiores e mais elaborados, que podem chegar a aproximadamente R$ 80.
Segundo Elisama Brito, cofundadora do Super Nova, a exposição antecipada também muda o comportamento dentro das lojas. “Quando os panetones começam a aparecer nas prateleiras, as pessoas já percebem que o fim do ano está se aproximando”, afirma. Além do consumo imediato, ela destaca que clientes começam a pesquisar preços e antecipar compras para confraternizações e presentes.
O tradicional panetone de 400 gramas ainda concentra 64,2% do volume comercializado no país, mas embalagens entre 601 gramas e 1 quilo vêm conquistando espaço e já representam 18,5% do consumo. Os recheados também avançaram: na temporada 2025/2026, o segmento registrou crescimento de 4,5% em volume, inclusive na Região Norte.
