A Operação Fronteira Dourada resultou na destruição de 14 dragas utilizadas no garimpo ilegal, além de dezenas de outros equipamentos, na região do Rio Puruê/Purê, divisa entre Brasil e Colômbia. A ação conjunta, realizada entre 11 e 19 de novembro, mobilizou órgãos federais dos dois países e causou um prejuízo estimado em R$ 112 milhões às estruturas criminosas.
A ofensiva coordenada pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia) iniciou em território brasileiro, entre os dias 14 e 17. No lado colombiano, atuaram entre os dias 18 e 19, destruindo equipamentos como:
- seis rebocadores;
- duas balsas de combustível;
- uma retroescavadeira;
- 48 motores;
- 7.800 litros de diesel;
- 25 botijões de gás;
- três cilindros de oxigênio;
- um gerador;
- recipientes de fluidos industriais;
- gasolina e frascos de mercúrio utilizados no beneficiamento clandestino do ouro.

Região de forte atividade ilegal
A região do Rio Puruê/Purê é marcada por forte pressão de organizações criminosas dedicadas à exploração mineral ilegal, que provoca contaminação dos rios, destruição ambiental e riscos às comunidades locais. Diante disso, a operação empregou aeronaves, embarcações e equipes táticas para localizar acampamentos, interromper rotas logísticas e desarticular estruturas de apoio ao garimpo.

A ofensiva integrou esforços da Polícia Federal (PF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Exército Brasileiro (EB), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), além da Polícia Nacional da Colômbia (PNC).
