Durante a Operação Ágata 2025, realizada entre sexta-feira (23/5) e domingo (26/5), dez dragas usadas para o garimpo ilegal no Amazonas foram destruídas. Essas estruturas estavam em funcionamento ou escondidas na imensidão da floresta amazônica, em trechos do Rio Japurá, conforme informou o Comando Conjunto Apoena.
Na sexta-feira (23/5), uma draga e rebocadores utilizados pelos garimpeiros foram destruídos no entorno da Estação Ecológica Juami-Japurá, no município de Japurá, interior do estado.
No sábado (24/5), uma grande estrutura irregular foi localizada no Rio Puruê, nas proximidades do Paraná do Cunha. No local, equipes encontraram uma draga, um empurrador e uma balsa abastecida com combustível, além de armamento irregular e cerca de 1,154 kg de mercúrio — substância altamente tóxica usada no processo de extração de ouro.
Todo o material foi apreendido e os equipamentos inutilizados, conforme os protocolos legais. A ação contou com o apoio de agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Polícia Federal (PF), embarcados nos meios fluviais da Marinha do Brasil (MD) e do Exército Brasileiro (EB).
A localidade exata das demais dragas destruídas não foi divulgada.
A Operação Ágata tem o objetivo de combater crimes transfronteiriços e ambientais, além de intensificar a presença do Estado Brasileiro na faixa de fronteira.
