Política

Omar Aziz apresenta Cheila Moreira como “futura senadora”

Durante agenda em Itacoatiara, senador afirma que suplente poderá assumir vaga no Senado caso ele seja eleito governador e critica ataques misóginos contra a vereadora

Escrito por Rosianne Couto
16 de março de 2026
Cheila Moreira pode se tornar senadora caso eleitores do Amazonas escolham Omar Aziz para o governo do estado. Foto: Reprodução/Instagram

Durante agenda política no município de Itacoatiara, o senador Omar Aziz (PSD) antecipou um movimento estratégico de olho no cenário eleitoral de 2026: a apresentação pública da vereadora Cheila Moreira (PT) como possível futura representante do Amazonas no Senado.

A sinalização ocorreu durante um evento no interior do estado, quando Aziz fez um discurso enfático em defesa da suplente e afirmou que ela poderá assumir o mandato caso ele seja eleito governador. No sistema político brasileiro, quando um senador deixa o cargo para assumir outra função, como o governo estadual, a vaga é ocupada pelo suplente eleito na mesma chapa.

Cheila, tu vai ser uma grande senadora da República do Amazonas. Como Eunice Michiles, vai fazer história”, declarou o senador, em referência a Eunice Michiles, primeira mulher a ocupar uma cadeira no Senado Federal.

O discurso também incluiu críticas a setores que, segundo Aziz, estariam menosprezando a vereadora por sua origem no interior e por ser mulher. “É impressionante como as pessoas menosprezam mulher, sendo do interior, cabocla”, afirmou, classificando esse tipo de postura como misoginia no debate político.

Não venha com misoginia no processo político. Não me venham querer menosprezar a mulher. Não venham com esse discursinho pequeno, dizendo que a mulher não tem capacidade, não tem competência. Quem diz isso é uma pessoa que ignora a importância que a mulher tem na vida do povo brasileiro e na vida das pessoas”, completou Aziz.

A fala reforça um movimento de projeção política de Cheila Moreira no cenário estadual, embora sua eventual chegada ao Senado dependa diretamente do resultado de uma futura eleição para o governo.

No contexto das articulações para 2026, o gesto também funciona como uma antecipação de cenário — estratégia comum em campanhas majoritárias, quando lideranças buscam dar visibilidade a aliados que poderão ocupar posições-chave caso determinados resultados eleitorais se confirmem.


Matérias relacionadas