Eleições

‘No meu voto mando eu’: campanha combate pressão no ambiente de trabalho

A prática pode envolver ameaças, cobranças ou até promessas de benefícios em troca de apoio político

Escrito por Redação
9 de agosto de 2026
A campanha traz orientações sobre como identificar o assédio eleitoral - Foto: Reprodução


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram uma campanha nacional para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
Com o slogan “No meu voto mando eu”, a iniciativa chamada “Aliança pelo Voto Livre e Secreto” busca orientar trabalhadores e empresas sobre a importância da liberdade de escolha nas eleições.

O assédio eleitoral acontece quando patrões, chefes ou colegas usam uma posição de poder para pressionar ou influenciar alguém a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato ou partido.

A prática pode envolver ameaças, cobranças ou até promessas de benefícios em troca de apoio político. Segundo os órgãos responsáveis pela campanha, esse tipo de conduta é proibido e pode gerar consequências nas áreas trabalhista, eleitoral e criminal.

Empresas, órgãos públicos e outras organizações podem participar da mobilização, divulgando os materiais da campanha e reforçando a mensagem de respeito ao voto livre e secreto.
A iniciativa também incentiva a divulgação nas redes sociais para ampliar o debate sobre democracia e liberdade de escolha durante o período eleitoral.

Como identificar?

A campanha traz orientações sobre como identificar o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Entre as práticas mais comuns estão:

  • ameaças de demissão ou de prejuízos profissionais em razão da opção eleitoral do empregado;
  • promessas de benefícios ou vantagens em troca de apoio político;
  • exigência de participação em atos de campanha;
  • fiscalização ou cobrança sobre o voto de trabalhadores;
  • intimidações, constrangimentos ou humilhações relacionadas às preferências políticas.

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