Saúde

Mente acelerada e noites em claro: Insônia reflete sobrecarga emocional na vida moderna

Especialistas alertam que a insônia está cada vez mais ligada ao excesso emocional, à ansiedade e à dificuldade de desacelerar na rotina

Escrito por Lucas Oliveira
28 de dezembro de 2025
Foto: Divulgação / Internet

A dificuldade para dormir tem se tornado um problema cada vez mais comum e está diretamente ligada ao ritmo acelerado da vida moderna. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 70% da população brasileira apresenta algum tipo de alteração no sono. 

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou aumento de 25% nos casos de ansiedade e depressão em 2020, evidenciando a forte relação entre saúde emocional e qualidade do descanso.

A psicóloga Deborah Santos explica que a insônia, na maioria das vezes, não está relacionada apenas ao ato de dormir, mas ao excesso de estímulos e emoções não elaboradas ao longo do dia.
“O que vemos com frequência são pessoas exaustas, mas incapazes de descansar. A mente continua funcionando em alerta, mesmo quando o corpo já não aguenta mais”, destaca.

Segundo a especialista, o estresse constante cria um estado emocional de vigilância permanente, impedindo o relaxamento necessário para um sono reparador. 

“A insônia costuma ser o reflexo de uma mente sobrecarregada, de alguém que está tentando segurar tudo por tempo demais. À noite, quando o silêncio chega, tudo aquilo que foi engolido durante o dia aparece de uma vez só”, afirma.A psicologia surge como uma aliada importante nesse processo, justamente por oferecer um espaço de escuta e acolhimento.“Muitas vezes, o que falta não é remédio, é espaço. Espaço para falar, para sentir e para não precisar dar conta de tudo sozinha”, explica Deborah.

Foto: Divulgação / Internet

Alguns passos para ter uma qualidade de Sono

 Para ela, quando a pessoa consegue dar nome às emoções e compreender suas próprias angústias, o corpo responde, reduzindo o estado de alerta.

Além da terapia, pequenas mudanças na rotina podem contribuir para a melhora do sono. A psicóloga ressalta que o primeiro passo é permitir-se desacelerar. 

“Descansar não é fraqueza, não é preguiça e nem perda de tempo. Criar momentos de pausa, reduzir estímulos e ouvir o que a mente está tentando dizer faz toda a diferença”, orienta.Deborah reforça que dormir bem vai além de hábitos noturnos. “Dormir não é só fechar os olhos. É conseguir se sentir em paz dentro de si, nem que seja por algumas horas. Quando a pessoa para de lutar contra si mesma, o sono encontra espaço para acontecer”, conclui.

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